segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Quem és...

Quem és tu, que me fazes mergulhar em lago de águas mansas e tranquilas para me descobrir...
Quem és tu, que me obrigas a mostrar a minha alma, nua, sem deixar um pedaço com que possa proteger-me...
Quem és tu, a quem me dou e me entrego numa autenticidade que não permito a mais ninguém...
Abdiquei de muralhas e muros,
de máscaras e fugas
para me mostrar como sou
E é no silêncio que busco em mim
na profundidade do meu lago
que consigo encontrar um espaço sem limites, sem som, onde o sol penetra filtrado pela água densa e chega aos meus olhos cheio de doçura, e me acalenta.
Preciso deste silêncio para me ouvir,
Preciso do silêncio para guardar as minhas emoções
que te ofereço, te entrego com a pureza de um coração que ama sem medo.

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